Ecocidadãos participantes da Formação Continuada em Ecocidadania saem a campo navegando na Baía Babi

As saídas a campo na Baía Babitonga com as turmas participantes da Formação Continuada em Ecocidadania (FCE), ação da Agenda Integrada de Ecocidadania (AIE), foram realizadas nos meses de julho e agosto e envolveram as comunidades escolares das redes públicas de ensino de Araquari, Balneário Barra do Sul, Garuva, Itapoá, Joinville e São Francisco do Sul, além de representantes da sociedade civil e lideranças comunitárias desses municípios. As saídas a campo possibilitaram aos ecocidadãos a realização da leitura da paisagem e por meio dessa estratégia didática da FCE foi possível visualizar e perceber a Baía Babitonga a partir de um olhar integrador e global despertando a percepção socioambiental local dos envolvidos. Neste ciclo foi realizada a saída a campo 2 da estrutura curricular:


- Saída a Campo 2: Leitura da Paisagem e Percepção Socioambiental II - Módulo I: Identidade Social, Ambiental e Cultural.


A bordo da escuna Vô Preto as turmas dos municípios de Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva navegaram na parte central da Baía Babitonga, enquanto as turmas de Balneário Barra do Sul e Araquari navegaram na lagoa da costeira próxima ao canal do Linguado, a bordo do Barco Escola da Terra Livre.


As saídas a campo foram facilitadas pela equipe do Projeto Babitonga Ativa e em algumas turmas contou com apoio do facilitador do terceiro ciclo de oficinas da FCE, Juliano Riciardi, que trouxe uma abordagem de planejamento a partir dos princípios da Permacultura abordados no terceiro ciclo de oficinas.


Dentre as atividades realizadas, foi promovido o diálogo tendo em vista a percepção dos participantes sobre as áreas mais importantes do Ecossistema Babitonga e os diferentes usos de recursos naturais da região.


A equipe do Projeto Babitonga Ativa abordou a importância do planejamento espacial marinho para a Baía Babitonga por meio de dinâmica e roda de diálogo, levando em consideração as experiências que já vem sendo construídas participativamente junto aos usuários diretos (pescadores, maricultores, agentes de transporte aquaviário, agentes de turismo e lazer, mineradoras de areia e pesquisadores) do Ecossistema Babitonga.


Nesta dinâmica os ecocidadãos puderam observar o mapa do Ecossistema Baía Babitonga e por meio da roda de diálogo foram discutidos diversos aspectos ecológicos, como a importância dos manguezais, a diversidade de espécies e de atividades econômicas desenvolvidas em um mesmo espaço e as consequências da falta de planejamento. A dinâmica também considerou a percepção dos ecocidadãos diagnosticando, a partir de suas percepções, os benefícios, direitos e recursos que o ecossistema Babitonga possibilita ao ser humano.


Neste momento, os facilitadores ressaltaram a importância do planejamento espacial marinho para a construção de um plano de gestão integrado que vem sendo construído de maneira participativa junto aos usuários diretos e os diversos participantes dos municípios de entorno da Baía Babitonga.


Neste contexto, houve a importante participação dos marinheiros dos barcos e moradores dos municípios que relataram sua percepção sobre o ambiente destacando as mudanças ao longo dos anos e demonstrando áreas que não são mais navegáveis devido o assoreamento. Também foi ressaltado a poluição e a diminuição de diversas espécies de peixes bem como a importância da manutenção de um ambiente limpo e saudável para o turismo.


Os participantes da FCE também tiveram a oportunidade de contemplar as paisagens únicas do Ecossistema com a possibilidade de sentir o clima, observar os animais marinhos que ali habitam, visualizar a vegetação predominante e as construções humanas.


Vale ressaltar a solidariedade de membros das turmas que levaram lanches para compartilhar com todos e também o grande interesse de cada participante em conhecer e cuidar desta paisagem ecossistêmica. De maneira geral, todos buscaram se envolver e participar das discussões e construções promovidas pelos facilitadores e mediadores.

As saídas a campo ocorreram em um clima harmonioso, com muitos aprendizados e reflexões sobre nosso papel enquanto educadores e ecocidadãos, conhecendo e valorizando as riquezas da Baía Babitonga. As saídas a campo podem ser uma estratégia didática com propósito pedagógico de sensibilização socioambiental por meio do conhecimento dos espaços que podem ser tornar educadores a partir da experiência vivencial e a interação com o meio.


Turma de Joinville

Turma de Araquari

Turma de Itapoá

Turma de Garuva

Turma de Balneário Barra do Sul

Turma de São Francisco do Sul

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square