Oficinas de captação audiovisual do 1º Ciclo de Educomunicação mobilizam comunidade do entorno da Baía Babitonga

16-Mar-2016

 

As oficinas de captação de imagens e áudio para a produção de conteúdos audiovisuais oferecidas no 1º Ciclo de Educomunicação Audiovisual à comunidade dos seis municípios de entorno da Baía Babitonga repercutiram positivamente entre os participantes. A abordagem dos conceitos da Educomunicação Audiovisual possibilitou uma visão diferenciada do que é a produção em comunicação e educação, especialmente ao identificar meios do cidadão expressar sua opinião sem a interferência dos conceitos disseminados pelos meios de comunicação de massa.

 

Os participantes foram divididos em seis grupos durante a oficina de elaboração de roteiros, realizada na sexta-feira (12.2), na Unidade de São Francisco do Sul da Univille. Cada grupo elaborou um roteiro audiovisual com o acompanhamento dos facilitadores Eleonora Casalli (roteirista) e Rafael Martini (educomunicador). Com os roteiros finalizados, os participantes se dividiram e foram a campo captar imagens e áudio orientadas pelo Rafael Martini e sua equipe de apoio. Os encontros ocorreram em Joinville (16.2), Araquari (17.2), Itapoá (19.2), São Francisco do Sul (20.2 e 25.2), e Balneário Barra do Sul (26.2).

 

O 1º Ciclo de Oficinas em Educomunicação Audiovisual integra as ações da Agenda Integrada de Ecocidadania (AIE), facilitada pelo Projeto Babitonga Ativa,  que estão sendo construídas de forma participativa junto à comunidade dos municípios do entorno do ecossistema Babitonga. Esta agenda busca promover a integração entre arte, ciência, cidadania e meio ambiente a fim de estimular a participação comunitária nas políticas públicas e a valorização do patrimônio cultural material e imaterial no território.

 

Este processo de ensino e aprendizagem foi uma iniciativa do Projeto Babitonga Ativa e conta com a parceria do Laboratório de Educação, Linguagem e Arte (LELA), do Centro de Educação à Distância (CEAD) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), do Coletivo Memórias do Mar e da Associação SocioAmbientar.

 

Oficinas

 

 

Em Joinville, o roteiro “Baía Babitonga lutando pela vida” abordou a diferença entre as belezas naturais da Baía Babitonga e seus conflitos, principalmente relacionados à deterioração do meio ambiente. Pela manhã, na Univille (campus Joinville) o grupo estabeleceu a ordem dos planos de filmagens e teve contato teórico sobre a captação audiovisual. Durante a prática, cada participante pôde exercitar o contato com a câmera, sentir as dificuldades em operar todo o equipamento, em manter a estabilidade, em desenhar corretamente um movimento, entre outros desafios.

 

 

 

 

Em Araquari, o roteiro “Esperança” misturou ficção com a linguagem de documentário para mostrar o personagem que vivia às margens do Canal do Linguado antes e depois de seu fechamento, usando como fio condutor narrativo duas locuções de rádio: uma da época do fechamento do canal e outra dos dias atuais. Com cada um assumindo uma posição no set (diretor, assistente de direção, claquetista, operador de câmera, diretor de fotografia, diretor de arte e ator) o cronograma da manhã foi cumprido e, de tarde, o desafio foi sobrepor as filmagens com fotos antigas da ponte durante a instalação da estrada de ferro. Em parceria com o cordelista Pedro João Pereira, conhecido por todos em Araquari por Pedrão, a equipe de produção também elaborou a trilha sonora para o final do filme.

 

 

Na sexta-feira (19.2), um novo desafio, em Itapoá. O roteiro “Árvore da Vida” previa entrevistas com moradores e imagens de uma figueira ancestral, personagem principal da produção do dia. Outra árvore importante para a memória afetiva da região foi incluída no roteiro, sendo a árvore Seringueira da Praia do Mota em São Francisco do Sul. Para completar, a Árvore da Vida, monumento histórico cultural fundado na Vila da Glória em homenagem ao Falanstério do Saí, berço da homeopatia no Brasil também foi inserida. Um roteiro que misturava documentário com poesia visual buscou registrar a memória de anciões da região, traduzindo em uma na história de uma senhora e um pescador sendo os personagens coadjuvantes das árvores, as verdadeiras testemunhas do desenrolar da vida na Baía.

 

 

No sábado (20.2), a locação foi São Francisco do Sul. Neste roteiro “Encontro de Gerações”, os personagens eram um indígena (no passado e no presente) e uma garota assustada com o ritmo da cidade. O roteiro promoveu o encontro entre o indígena e a garota para relembrar o tempo antigo, quando a Baía Babitonga abrigava apenas a vida selvagem, proporcionando reflexões sobre o passado, o presente e o futuro do território e seus habitantes.

 

 

No segundo roteiro gravado em São Francisco do Sul, na quinta-feira (25.2), a linguagem era do documentário. O roteiro “Homem e Mar” previa imagens da Baía Babitonga e de suas atividades, intercaladas por dois depoimentos de moradores nativos do local: o dono de uma marina e um pescador. Com todos os participantes encaminhando sugestões, cada cena foi gravada com o objetivo de mostrar as condições da baía naquele momento, inclusive da maricultura, das atividades portuárias, das ilhas, dos pequenos barcos de pesca, de barracos de pesca e dos pássaros.

 

No último dia de oficina, na manhã de sexta-feira (26.2), a oficina começou em São Francisco do Sul e, de tarde, terminou em Balneário Barra do Sul com o roteiro “Moro no Mangue”. O objetivo foi rodar uma animação em figuras planas com a técnica de live action e mais duas cenas à tarde. A animação começava quando o personagem dormia em frente à televisão e sonhava com o fundo do mar. Com a animação produzida, a equipe se dirigiu à escola onde o restante do enredo se desenrolava. Lá, os dois personagens principais travavam um diálogo sobre a Baía Babitonga em sala de aula.

 

As seis oficinas de captação audiovisual proporcionaram diversos aprendizados e o intercâmbio de saberes entre os facilitadores e participantes que testemunham em seu cotidiano as transformações socioambientais e culturais da região.

 

 

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