Câmara Técnica Canal do Linguado

Há tempo busca-se algum mecanismo para a conservação e gestão compartilhada do
Ecossistema Babitonga, que é complexo e de frágil equilíbrio. Mesmo com toda sua
importância ecológica e econômica, este ambiente vem sofrendo há décadas com atividades
humanas não planejadas.


Uma importante iniciativa recente foi a elaboração de um diagnóstico socioambiental
participativo coordenado pelo Projeto Babitonga Ativa – Univille, com recursos de edital do
Ministério Público Federal de Joinville. Os resultados mostraram uma grande preocupação dos
diversos usuários com a qualidade ambiental da baía e os impactos causados pelo fechamento
total do Canal do Linguado em 1935. Outro importante desdobramento do projeto foi a
criação do Grupo Pró Babitonga (GPB), formado por representantes dos segmentos público,
socioeconômico e socioambiental, que vem contribuindo com a gestão participativa e
integrada do complexo estuarino Babitonga.

 

Uma das estratégias de ação definida pelo GPB foi a criação de Câmaras Técnicas com
temas específicos e a primeira criada foi a Câmara Técnica Canal do Linguado. O objetivo
principal é trazer à discussão e concentrar todos os esforços neste espaço, envolvendo
aspectos históricos, judiciais, políticos e socioeconômicos de forma técnica e participativa. Em
fase de composição da equipe técnica multi e interdisciplinar, contamos com a participação de
instituições públicas e privadas locais, regionais, estaduais, nacionais e internacionais para
buscar as melhores alternativas para esta questão.

 

Cabe ressaltar que vários estudos importantes já foram realizados a fim de identificar
os impactos do fechamento do Canal do Linguado e de sua possível reabertura. No entanto
estes estudos precisam ser atualizados e complementados. Em sua atuação a Câmara Técnica
Canal do Linguado pretende dimensionar os reais impactos da manutenção do canal fechado,
ou de uma possível reabertura. Assim, o compromisso da Câmara Técnica é a produção de
subsídios técnicos concretos para orientar as tomadas de decisão e ações necessárias, como a
busca por recursos humanos e financeiros, a implantação de obras de engenharia, ações de
monitoramento e mitigação dos impactos causados a curto, médio e longo prazo dependendo
do cenário adotado.

 

Prof. Dr. Cláudio Tureck / UNIVILLE
Coordenador da CT Canal do Linguado
 

 

Assessoria Executiva

Projeto Babitonga Ativa

Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade da Região de Joinville (Univille)